Com força-tarefa implantada pelo Governo de Alagoas e reconhecida pelo Unicef, Estado reduz índice em 10,9% entre 2009 e 2010

Alagoas superou a meta de 5% de redução da mortalidade infantil estabelecida pelo governo federal no período compreendido entre 2009 e 2010. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que o Estado conseguiu reduzir em 10,9% a taxa de mortalidade de crianças de até 1 ano de vida.

De acordo com os dados – que tiveram como parâmetro o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e o Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc) do Ministério da Saúde (MS) -, isto significa que os óbitos em menores de um ano de vida saíram de 1. 067 em 2009, para 924 óbitos em 2010, o que representa uma taxa de redução de 10,9%. Com o resultado, a taxa de mortalidade infantil em Alagoas caiu de 19,2‰ nascidos vivos em 2009 para 17,1‰ em 2010.

O dado é ainda mais representativo, se for levado em consideração que, entre 2005 e 2008, por exemplo, segundo os dados do próprio Sinasc, a taxa de mortalidade infantil no Estado passou de 23,63‰ óbitos, no ano de 2005, para 18,67‰ em 2008, o que representou uma redução de apenas 4,96%.

“A meta determinada pelo Ministério para todo os estados do Nordeste e a Amazônia Legal para esse período era atingir uma redução de 5%, mas com a força-tarefa implantada pelo Governo de Alagoas, conseguimos reduzir em 10,9%. Este é um número que superou até mesmo o que tinha sido determinado pelo governador Teotonio Vilela, que era de 10%”, destacou a superintendente de Vigilância à Saude da Sesau, Sandra Canuto.

A informação do levantamento da Sesau foi divulgada na ocasião da visita de representantes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que, na semana passada, tiveram encontro com o governador Teotonio Vilela para destacar o esforço que tem sido feito pelas equipes envolvidas no trabalho.

O encontro foi com a coordenadora do escritório regional do Unicef, Jane Santos, e com o jornalista Inácio França, que divulgará, em detalhes, os trabalhos realizados pelo Governo de Alagoas e os resultados obtidos em um livro. “Eu pude sentir que apesar de todas as dificuldades do Estado, existe uma vontade, um esforço, uma interação que faz toda a diferença”, salientou o jornalista, na ocasião.

A força-tarefa empreendida pelo Governo para diminuir os índices da mortalidade infantil em Alagoas tem como grande destaque o programa Viva Vida, que visa atingir redução significativa da morte de crianças em vulnerabilidade social alimentar até os cinco anos de vida.

Ações

Junto com o Viva Vida, o Governo do Estado implantou, desde 2009, diversas ações que incluem programas na atenção básica à gestante em vulnerabilidade social, com a finalidade de reduzir os altos índices de mortalidade infantil.

Entre os programas, destaque para projetos como o Cestas Nutricionais, que abrange os 102 municípios do Estado e que dispõe de 14 itens fundamentais visando à segurança alimentar da criança e da mãe desde o pré-natal até o bebê atingir um ano de vida; Samu Neonatal, Bancos de Leite Materno; Cartórios em maternidade para combater o sub-registro; o Rede Cegonha para qualificação de parteiras e a parceria permanente com o Unicef e o governo federal.

Redução

Em função deste esforço concentrado, pelo menos 57 municípios conseguiram reduzir a taxa de mortalidade infantil no período entre 2009 e 2010, segundo os dados divulgados pela Sesau.

Destes municípios – dentro do período citado – , cidades como Belém, Jundiá, Coqueiro Seco, Minador do Negrão, Palestina e Branquinha, por exemplo, não registraram nenhum óbito de recém-nascidos até um ano de vida.

“Na cidade de Belém, o último óbito foi registrado em 2006. Em Judiá, a última morte de bebê foi em 2008 e em Minador do Negrão foram registrados três mortes em 2008”, informa Sandra Canuto.

“Em Branquinha, uma das cidades que mais sofreram com a enxurrada do ano passado, também apresentou um trabalho muito bom nesse sentido. Em 2009, a cidade apresentou uma taxa de 25,9‰ e atingiu óbito zero em 2010”, destacou Sandra. Ela citou ainda o município de Messias que, em 2009, tinha taxa de 38,5‰ e foi a zero em 2010.

Já em relação aos municípios que conseguiram reduzir drasticamente sua taxa de mortalidade infantil, um dos bons exemplos é Anadia, que saiu de 42,8‰ para 14,2‰. A cidade de Barra de Santo Antônio é outra que aparece com destaque. Neste município, em 2009, a taxa de mortalidade para cada mil crianças nascidas vivas era de 28,2‰. Em 2010, caiu para 10,8‰. Em Pariconha, no Sertão, o índice também foi satisfatório. Saiu de 40‰ para 10,4‰.

Por: Agência Alagoas