Hoje, comemora-se o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial.

Afonso Arinos

O dia 03 de julho se consolida como uma data de grande significado no calendário histórico nacional. Esta foi a data em que entrou em vigor a Lei Nº 1.390, de 03 de julho de 1951, mais conhecido como Lei Afonso Arinos, que inclui entre as contravenções penais a prática de atos resultantes de preconceitos de raça ou de cor. Esta Lei foi revogada pela lei 7.437, de 20 de dezembro de 1985, mais conhecida como Lei Caó, que inclui entre as contravenções penais a prática de atos resultantes de preconceitos de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.

A memória de Afonso Arinos reafirma-se no panteão dos heróis que escreveram, com a própria vida, a história do povo brasileiro, na luta por ideais grandiosos, tais como igualdade e justiça social.

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Se prestarmos atenção às pessoas que estão ao nosso redor, veremos que muitas têm avós italianos, pais árabes, origem espanhola, alemã ou portuguesa. Mais claramente, veremos uma grande maioria de crianças ou adultos com traços fisionômicos que evidenciam sua origem negra.
O negro é talvez o elemento que maior contribuição trouxe à formação da cultura brasileira.

Nos porões dos navios negreiros, já vinham os germes do samba, do frevo, do candomblé, do carnaval, do culto a Iemanjá, do sabor quente e forte  de nossa comida, além de crenças e hábitos os quais nos acostumamos tanto, que nem paramos para pensar de onde vêm.

Mas hoje, 59 anos depois de outorgada a Lei Afonso Arinos, ainda podemos acompanhar a luta de ONGs com a questão racial para mudar a imagem social do negro no País. A cultura negra sempre esteve atrelada à escravidão e ao preconceito. A maioria das pessoas acredita que existe um racismo silencioso, pois muitas delas preferem não falar no assunto. “O racismo explicito, pelo menos no meio urbano, vai se enfraquecendo, principalmente por conta da consciência crescente de que é prática criminosa”…